Vitória/ES, domingo, 5 de setembro de 2010 Localizar no site:

Sobre o colunista

Marcelo Guedes é Gerente Executivo da Assorves onde trabalha há 09 anos.
Além da experiência na área Administrativa, tem experiência em injeção eletrônica e lubrificantes automotivos.
Marcelo Guedes é Diretor Social  da  FEMICRO-ES Federação das Associações de  MicroEmpresa e Empresas de Pequeno Porte do Espírito Santo.

Contato: marcelo@assorves.com.br


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EMPRESAS, FINANÇAS, CUSTOS, GASTOS...
Por: Marcelo Guedes

Administrar uma empresa é algo mais além do que controlar a movimentação dos recursos financeiros, ter uma boa política de comercialização e ter conhecimentos do ramo.

A função financeira é diferente da função contábil. Não é correto dizer que todo o trabalho é do contador, embora as informações usadas são as mesmas. A tomada de decisões fica a cargo do dono da Empresa (Financeiro) e os registros das informações financeiras da Empresa ficam a cargo do Contador.

Acompanhar constantemente o capital da empresa é de fundamental importância.
Controle e acompanhe suas finanças, tenha sempre à mão o controle das contas a pagar e a receber, controle o caixa e o banco. O fluxo de caixa é a ferramenta de previsão cada vez mais indispensável na condução dos negócios e na gerência eficaz dos recursos financeiros da empresa.

Se não soubermos calcular preço de venda, poderemos ter baixa competitividade e prejuízos, um preço que não cobre seus custos vende muito, mas não paga seus compromissos.

Podemos falar brevemente sobre:

Investimento pré-operacional

São todos os gastos com pesquisa de mercado, projetos estruturais da empresa, decoração, iluminação, viabilidade financeira, despesas contábeis da empresa (taxa de registros, livros fiscais, contratos, formulários) etc.

Investimento fixo
São todos os bens duráveis que estão relacionados ao padrão do negócio, como máquinas, equipamentos, licenças para franquias, ferramentas, linhas de telefone, móveis e utensílios, imóveis, luvas para aquisição do ponto, instalações, veículos, todos os bens necessários à montagem do negócio.


Capital de giro
São recursos necessários para viabilizar todas as despesas geradas pela atividade produtiva da empresa como compras em geral, vendas a prazo, giro de estoques, pagamentos de salários e impostos. O capital de giro mantém a empresa até que a mesma comece a receber dos clientes.
É fundamental que o capital de giro exista e seja bem definido, pois sua falta pode levar o empreendimento ao insucesso.

Gastos
É todas as despesas da empresa, na obtenção de produtos e serviços ,representados por entrega imediata (compra à vista), ou promessa de entrega de recursos financeiros (compra a prazo), exemplo: gasto com a compra de autopeças, gastos com salários, etc.

Desembolso
É o pagamento resultante da aquisição de bens e serviços. É a “efetivação dos gastos”. Pode ocorrer antes, durante ou depois da aquisição do bem ou serviço, exemplo: pagamento de compra de matéria-prima, à vista ou a prazo.

Custos
São os gastos realizados na produção de serviço e que serão incorporados posteriormente no preço da venda, eles podem ser diretos ou indiretos, exemplo: autopeças, mão de obra, gastos com salário etc. Um investimento no estoque e um custo na produção.

Despesas
São gastos destinados à comercialização dos produtos e serviços e à administração geral da empresa, isto é, refere-se às atividades não produtivas da empresa, mas necessárias para a manutenção de seu funcionamento. São também incorporados no preço de venda.

Como podemos ver, os termos acima têm semelhanças. Porém
representam conceitos diferentes na gestão de uma empresa.

Os custos são gastos relativos a bens e serviços utilizados na produção de outros bens e serviços. Seus valores são incorporados aos novos bens e serviços.

Os custos com as matérias-primas representam tudo aquilo que é gasto para produzir um produto ou serviço, no que diz respeito a materiais. No caso de uma empresa comercial ele representa o custo com as mercadorias para revenda.

No caso dos custos com mão-de-obra, podemos dizer que são os custos relacionados com o trabalho humano em atividades de transformação do produto e serviço. Ou seja, representam o salário dos funcionários acrescidos dos encargos sociais (FGTS, INSS, 13º salário, etc.), e demais benefícios (assistência médica, cesta básica, vale-refeição, etc). Os funcionários não estão diretamente envolvidos com a produção, compõem a mão-de-obra indireta.

Os custos diretos, são diretamente vinculados aos produtos e serviços. Matérias-primas, mercadorias para revenda como por exemplos.

No caso dos custos indiretos, não podem ser facilmente vinculados aos produtos, mas são vinculados ao seu conjunto e/ou à empresa. Para serem atribuídos aos produtos e serviços esses custos têm que ser rateados, ou seja, divididos entre os produtos e serviços concluídos no período em que os custos foram levantados. Um exemplo desse tipo de custo é o salário do mecânico.

Quando falamos de despesas percebemos que elas diferem dos custos, pois estão relacionadas a administração geral da empresa e a comercialização dos produtos e serviços, ao passo que os custos estão ligados à produção.

Então podemos dizer que despesas com a comercialização são gastos relacionados com as vendas da empresa. Elas podem variar conforme o número de clientes ou volume de vendas.

ICMS: Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços.
ISSQN: Imposto sobre Serviço de Qualquer Natureza;
COFINS: Contribuição para Financiamento da Seguridade Social;
PIS: Programa de Integração Social;
IR: Imposto de Renda;
CS: Contribuição Social;
CPMF: Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira;
Comissões: Comissão de vendedores e encargos financeiros.

Despesas fixas são gastos relacionados com a manutenção da empresa e suas operações.

água,
luz
telefone;
Correios e telégrafos;
Material de escritório;
Material de limpeza;
Manutenção de máquinas, aparelhos e veículos;
IPTU e IPVA;
Aluguéis e taxas de condomínio;
Seguros;
Vale-transporte;
Despesas com leasing;
Depreciações;
Despesas administrativas (salário do pessoal administrativo, honorários de diretores, encargos sociais);
Despesas de publicidade e propaganda;
Salário fixo de vendedores acrescidos de encargos sociais;
Honorários de terceiros;
Taxas de funcionamento;
Despesas financeiras, juros bancários e IOF;
Outras despesas.

Vamos destacar a depreciação por ser a menos conhecida, podemos dizer que é o desgaste natural sofrido por um bem durante sua vida útil devido a ação do tempo como máquinas, equipamentos, móveis, utensílios, veículos, etc.. As taxas e o tempo de vida útil dos bens são determinados pela legislação do Imposto de Renda. Os critérios devem ser considerados pela contabilidade fiscal. A depreciação serve para fazer retornar tudo aquilo que foi investido no empreendimento. Consulte seu contador.

Para se avaliar o resultado e o desempenho de uma empresa é necessário ter as informações de forma precisa e ordenadas através de planilhas e gráficos, e separá-las de forma organizada para podermos ter uma visão clara e definida das receitas e despesas.

O FATURAMENTO total da empresa com as vendas dos produtos e serviços por ela fabricados, ou realizados classificamos como receita operacional, ela representa o resultado da operação de multiplicação da quantidade de produtos e serviços vendidos pelo seu preço de venda. O preço de venda é o valor encontrado pela empresa, que cobre todos os custos e despesas, deixando ainda uma parcela de lucro.

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